Uma das novidades da Fundamento neste fim de ano é o primeiro volume da série Crônicas do Reino da Fantasia, uma história com altas emoções e mistérios. O Reino da Fantasia era formado por vários povoados diferentes e distantes que se ligavam por meio de portais. Mas, há muito tempo, terríveis bruxas usaram os portais para espalhar o mal, dando início aos Tempos Sombrios, que afetaram parte do Reino da Fantasia. Uma das coisas estranhas que ocorreram nesse período foi o portal que dava acesso ao Reino dos Elfos dos Bosques ter se fechado e se perdido para sempre.
Talvez o único sobrevivente da crueldade das bruxas no Reino dos Elfos do Bosque tenha sido Audaz, mais conhecido como Sombroso, que chegou ao Reino dos Elfos das Estrelas quando era um menino e foi adotado pelo astrônomo Eridânius. No entanto, Eridânius e seus filhos, Régulus e Espiga, tinham uma incômoda certeza: que o jovem não viveria com eles para sempre.
É nesse momento que começam as aventuras do livro. Sombroso começa a se perguntar o que houve com seu reino natal. Será que os Elfos do Bosque foram inteiramente destruídos? As bruxas ainda os dominam? Se ele partisse em busca de sua família, poderia colocar o Reino das Estrelas em perigo? Sombroso terá que tomar decisões difíceis – será que ele está pronto para fazer suas escolhas e lidar com as consequências?
Confira um trecho de Crônicas do Reino da Fantasia:
(…) Sombroso era um menino sem ninguém no mundo quando chegou ao Reino dos Elfos das Estrelas. Por isso, Eridânius se comprometeu a acolhê-lo no Observatório e a criá-lo como se fosse seu filho.
Passadas 11 primaveras desde aquele triste dia, havia chegado o momento da verdade.
Sombroso não tinha mudado muito, mesmo depois de ter recebido a estrela sobre a testa, como todos os jovens elfos da Estirpe das Estrelas. Quanto mais ele crescia, mais Eridânius se convencia de que ele era muito semelhante aos Elfos dos Bosques, descritos inúmeras vezes pelo avô Orione. É claro que Sombroso havia se tornado mais sorridente e mais brincalhão. Às vezes, porém, seu sorriso parecia carregado de tristeza, e não da felicidade sossegada e leve típica dos jovens Elfos das Estrelas. Os cabelos lhe caíam sobre o rosto, quase o escondiam, e os olhos, de uma cor verde intensa, eram sérios demais. Além disso, era o melhor caçador da região e conhecia os arredores como ninguém.
Muitas vezes Régulus e Espiga o seguiam em suas perambulações pelos bosques. Eram fascinados por ele da mesma forma que Eridânius, há muito tempo, tinha sido fascinado pelos simpáticos Elfos dos Bosques de avô Orione.
Mérope, a velha babá, começou a se preocupar. Eridânius se perguntava se, por acaso, Mérope já havia reparado na amizade entre Sombroso e Régulus ou na tímida curiosidade com que a pequena Espiga começava a olhar para o jovem Elfo dos Bosques… talvez ela tivesse percebido e era justamente isso que não lhe agradava.
Sim, porque, apesar de Mérope amar Sombroso como a um filho, ela sempre estranhou o silêncio e a seriedade dele. Desde a morte de Mizram, a esposa de Eridânius, era Mérope quem tomava conta das crianças e se sentia responsável pelas escolhas delas.
Eridânius, no entanto, sabia que se Sombroso fosse embora a vida dos meninos mudaria para sempre. Isso sem contar que se o filho adotivo partisse o seu coração ficaria despedaçado. Ele, no entanto, pressentia que a separação era inevitável e se aproximava com o passar dos dias.
E assim as coisas começaram a mudar alguns dias depois na trilha que levava da Aldeia das Casas de Tetos Pontiagudos até o caminho do outro lado do Rio Ondulado. Como todas as grandes mudanças, que começam com pequenos passos, o mesmo se deu com esta aventura.
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1 comentário
fabiana morelo disse:
10 de janeiro de 2012 em 17:13 (UTC -3 )
Oi comprei esse livro para meus filhos e não me arrependo.